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Sao Jose dos Campos, Brazil
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Estudo CBR para Projeto Viário em São José dos Campos: Suporte do Subleito com Norma Técnica

A duplicação de um corredor logístico na zona sul de São José dos Campos, próxima ao Parque Tecnológico, trouxe um desafio que se repete com frequência na região: solos superficiais com comportamento laterítico sobre um horizonte de alteração de rocha bastante heterogêneo. Em campo, coletamos amostras indeformadas em poços de inspeção a cada 300 metros e moldamos corpos de prova para o ensaio CBR, seguindo a metodologia de compactação na energia intermediária do Proctor — aquela que melhor representa o tráfego pesado da Dutra. A interpretação do Índice de Suporte Califórnia não se limita ao valor de projeto; em São José dos Campos, onde a variação lateral do solo é abrupta, a análise da curva de expansão durante a embebição revela muito sobre o comportamento do subleito sob ciclos de chuva intensa do verão. Quando o CBR de campo fica abaixo de 6% nos primeiros 60 cm, a prática corrente do nosso laboratório é recomendar a complementação com um ensaio de granulometria por peneiramento e sedimentação para identificar finos plásticos que explicam a perda de suporte, antes de definir a substituição ou a estabilização química do leito.

Em solos saprolíticos de São José dos Campos, a expansão durante a embebição do CBR costuma prever melhor o desempenho do pavimento do que o próprio índice de suporte isolado.

Metodologia e escopo

A altitude média de 617 metros e as amplitudes térmicas marcadas do inverno joseense impõem condições específicas para a execução do ensaio CBR. A cidade, com mais de 730 mil habitantes, concentra seu tráfego pesado em eixos como a Rodovia Presidente Dutra e os anéis viários que articulam os distritos industriais. O que mais observamos nos projetos viários locais é a presença de solos saprolíticos de gnaisse, que na condição indeformada apresentam uma macroestrutura reliquiar que confere coesão aparente — mas, ao serem escarificados, compactados e saturados, perdem essa estrutura e podem colapsar, resultando em valores de CBR drasticamente inferiores aos medidos in situ. Por essa razão, o procedimento padrão do nosso laboratório inclui a moldagem de corpos de prova com a fração passante na peneira de 19 mm, compactada em cinco camadas com o soquete de 4,536 kg, e a imersão por quatro dias com sobrecarga padrão. A leitura da expansão a cada 24 horas costuma ser o parâmetro mais sensível para antecipar trincas por variação volumétrica em pavimentos flexíveis apoiados sobre solos coluvionares da bacia do Rio Paraíba do Sul.
Estudo CBR para Projeto Viário em São José dos Campos: Suporte do Subleito com Norma Técnica

Considerações locais

A prensa de CBR que utilizamos nos projetos de São José dos Campos é uma unidade eletromecânica com capacidade de 50 kN, dotada de anel dinamométrico calibrado e extensômetro com resolução de 0,01 mm. O ensaio de penetração exige um controle rigoroso da velocidade do pistão, porque qualquer flutuação na taxa de 1,27 mm/min pode falsear a leitura da pressão e gerar um valor de CBR superestimado — justamente o risco mais grave quando se dimensiona um pavimento para corredores de ônibus do novo plano de mobilidade urbana da cidade. Outro ponto crítico que encontramos com frequência é a moldagem de corpos de prova com umidade de compactação distante da umidade ótima do Proctor de referência; um desvio de apenas 1% para o ramo seco pode reduzir o CBR em mais de 40% em solos argilo-siltosos lateríticos, levando a um dimensionamento inseguro da camada de base. Por isso, cada lote de amostras que chega ao laboratório passa primeiro pela determinação completa da curva de compactação, e só depois seguimos para a série de CBR com teores de umidade rigorosamente controlados.

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Normas aplicáveis

DNER-ME 049/94 - Solos: determinação do Índice de Suporte Califórnia utilizando amostras não trabalhadas, ABNT NBR 9895:2016 - Solo: Índice de Suporte Califórnia (ISC) — Método de ensaio, DNIT 172/2016 - ES - Solos: determinação do Índice de Suporte Califórnia com amostras trabalhadas, ABNT NBR 7182:2016 - Solo: Ensaio de compactação (Proctor), DNER-ME 162/94 - Solos: ensaio de compactação utilizando amostras trabalhadas

Serviços técnicos associados

01

Compactação Proctor (Normal e Intermediário)

Determinação da curva de compactação do solo local com reuso de material, estabelecendo a umidade ótima e a massa específica aparente seca máxima que servem de referência para a moldagem dos corpos de prova do CBR.

02

Granulometria por Peneiramento e Sedimentação

Ensaio completo para classificação MCT e TRB do subleito joseense, essencial para correlacionar a distribuição granulométrica com o valor de CBR encontrado e prever a sensibilidade à água da camada.

03

Limites de Atterberg (LL e LP)

Medida da plasticidade da fração fina do solo, parâmetro que controla a expansão durante a embebição do CBR e orienta a decisão sobre estabilização com cal ou cimento em solos argilosos lateríticos.

04

Controle de Compactação in situ (Frasco de Areia e DCP)

Verificação do grau de compactação e do CBR de campo nas camadas de subleito, reforço e base durante a execução da obra, utilizando o ensaio de frasco de areia e o penetrômetro dinâmico leve (DCP).

Parâmetros típicos

ParâmetroValor típico
Norma de referênciaDNER-ME 049/94; ABNT NBR 9895:2016
Energia de compactação recomendadaProctor Intermediário (12,9 kg·cm/cm³)
Período de imersão com sobrecarga96 horas (4 dias) com leituras a cada 24 h
Sobrecarga padrão durante embebição4,54 kg (equivalente a cerca de 5 cm de revestimento)
Diâmetro do molde cilíndrico152,4 mm (6 polegadas)
Profundidade típica de coleta em SJDC60 a 150 cm (horizonte de subleito e reforço)
Velocidade de penetração no ensaio1,27 mm/min
Valor mínimo típico para subleito em via arterialCBR ≥ 6% com expansão ≤ 2%

Perguntas frequentes

Qual é o custo de um ensaio CBR completo para projeto viário em São José dos Campos?

O valor do ensaio CBR, incluindo a compactação Proctor na energia de referência e a determinação da expansão, fica em torno de R$100.000 por ponto de investigação, considerando a coleta de amostra indeformada, moldagem de três corpos de prova e emissão de relatório com a curva de penetração. Esse valor pode variar conforme a quantidade de pontos e a necessidade de ensaios complementares de caracterização.

Qual a diferença entre CBR de laboratório e CBR in situ com DCP?

O CBR de laboratório segue a DNER-ME 049 e mede o suporte do solo compactado na umidade ótima após quatro dias de imersão — simulando a pior condição de saturação. Já o CBR in situ, obtido com o penetrômetro dinâmico (DCP), reflete a umidade natural de campo no momento do ensaio. Em solos saprolíticos de São José dos Campos, o CBR de campo costuma ser maior que o de laboratório, justamente por causa da estrutura reliquiar e da sucção, e por isso o valor de projeto deve sempre se basear no ensaio com imersão.

Em que profundidade devo coletar amostras para o CBR em um projeto de pavimento novo na cidade?

Para um pavimento novo em São José dos Campos, recomendamos coletar amostras indeformadas no topo do subleito (60 cm abaixo do greide de terraplenagem) e, quando o perfil indicar transição para solo de alteração, uma segunda amostra entre 100 e 150 cm. A prática local mostra que muitos problemas de afundamento em trilha de roda vêm justamente de uma camada de transição que não foi caracterizada adequadamente.

O ensaio CBR também avalia a expansão do solo? Como isso afeta o pavimento?

Sim, o ensaio CBR inclui a medição da expansão axial do corpo de prova durante os quatro dias de imersão, com leituras a cada 24 horas. Em São José dos Campos, solos com predominância de argilominerais expansivos do tipo montmorilonita, embora menos frequentes que os cauliníticos, podem apresentar expansão superior a 3%, o que é crítico para pavimentos rígidos e flexíveis. Uma expansão elevada indica risco de trincas por variação volumétrica sazonal, e a solução costuma envolver a substituição do material ou a estabilização com cal. Mais info.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Sao Jose dos Campos e sua zona metropolitana.

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